Casa do Povo abre museu sobre a História da Indústria de Cesar

A Casa do Povo de Cesar está a passos largos de celebrar os 50 anos de existência. Esta instituição que resistiu a dois regimes e a dois séculos. vai, brevemente, abrir uma sala museológica sobre a história da indústria cesarense e da vila de Cesar.

Fundada para servir, na época, as populações que ainda viviam muito do trabalho agrícola e da lavoura, depois do 25 de Abril de 1974, a constituição do Instituto da Segurança Social deixou a Casa do Povo algo esvaziada das funções para as quais tinha sido criada.

Todavia, em Cesar manteve-se um balcão de atendimento da Segurança Social até 1 de Abril de 2014, altura da aposentação da responsável técnica de então, apesar deste balcão registar um atendimento mensal de mais de 3000 pessoas. Servia as populações do concelho de Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Feira, Arouca e Castelo de Paiva.

Sempre ao serviço da comunidade

A passos largos de celebrar 50 anos, muitos foram aqueles e aquelas que passaram (e passam) pelas instalações desportivas e sociais da Casa do Povo e Cesar. quer atraídas pela prática desportiva (de modalidades como a ginástica, a patinagem, o futsal e até hóquei em patins, entre outras) quer no âmbito do serviço social que ao logo de dezenas de anos prestou com a presença do Balcão da Segurança Social.

Agora, a Casa do Povo de Cesar, no enquadramento da sua atividade cultural e cívica vai abrir brevemente um museu sobre a história da indústria cesarense.

A história faz-se dos factos

O Museu - ou Sala Museológica da Arqueologia da História e Indústria Cesarense - resulta de um projeto de investigação em arqueologia industrial, com o objetivo de estudar o processo da passagem de uma marcadamente agrícola/rural para industrialização local e contribuir para a preservação do seu património rural, industrial e empresarial, assim como desenvolver diversas atividades de caráter histórico, lúdico, formativo e de conhecimento e inovação.

Com o Museu/Sala Museológica interativo e atrativo, pretende-se mostrar ao visitante a dimensão e importância do sector e, ao mesmo tempo, cativar os jovens para as diversas atividades profissionais desenvolvidas pela indústria local e ao mesmo tempo promover, e ser a montra, dos produtos inovadores e do desenvolvimento da indústria e da histórica local.

O equipamento fornecerá uma visão viva e dinâmica, o invés de ser um depositório de peças presas ao passado: aspira a ser mais do que um local de revivalismo e ou nostalgia: quer ser, em primeiro lugar, um espaço projetivo do futuro”.

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